Dentro dessa tribo há uma
tipologia que tradicionalmente é associada a produções toscas e estas são as
que trazem animais gigantes e aterrorizadores as telas. Desde Tubarão,
inúmeros realizadores tentam ser tão inventivos quanto Spielberg, mas falham
arduamente. A maioria acaba adentrando o universo da definição “chega ser tão
ruim que se torna bom” e até divertem mais do que assustam. Gemas assim surgem
de quando em vez e incrivelmente agradam público e até críticos menos ranzinzas.
O mais recente lançamento da Paramount Pictures no Brasil, Predadores
Assassinos, pode certamente entrar nesta listinha, isto porque seu resultado
surpreende.
Dirigido por Alexandre Aja (Piranha 1, Viagem Maldita) e produzido pelo rei dos filmes B de terror, Sam Raimi, o longa mescla alguns dos elementos comuns as produções mais singulares por ai (arcos usuais, violência gratuita e exacerbada e efeitos surreais), não excluindo a possibilidade de uma distinção ou outra que acaba por se tornar a chave quando formos ressaltá-lo em conversas cinéfilas.
Obviamente, no quesito 'desenrolar da história' percebe-se que os realizadores fazem de um tudo para que ela não seja previsível para quem está familiarizado com este gênero e vez ou outra conseguem.
Obviamente, no quesito 'desenrolar da história' percebe-se que os realizadores fazem de um tudo para que ela não seja previsível para quem está familiarizado com este gênero e vez ou outra conseguem.
Trailer
Talvez a grande vantagem que Predadores Assassinos possua contra os outros filmes do gênero é o seu “vilão”. Afinal, ele se vale dessa força animalesca e que tentará a todo momento eliminar os protagonistas, mas é sempre único. Em Piranhas (1978), precisou-se esbravejar exagero e dar motivações até racionais do porquê aqueles 'peixes' estavam tão agressivos, em Anaconda (1997) uma cobra gigantesca tocou o terror na nossa amada Amazônia e não podemos esquecer de Serpentes a Bordo (2006) onde, de longe, uma produção entrega uma das situações mais ridículas na história do cinema e o título já diz tudo. Mais recentemente, o mundo teve a fanfarrice de conhecer Megatubarão (2018), filme com um tubarão primitivo e de enorme porte.
Bem, todos esses filmes são divertidos, a sua maneira, mas nenhum deles chega a ser tenso e aterrorizante demais (não como um Alien da vida). Ainda assim, o filme cria um grande clímax e revela jacarés que parecem reais e que não fogem ao que já conhecemos. Portanto, os personagens, Haley, papel de Kaya Scodelario, e seu pai Dave, vivido por Barry Peper, passam por um momento surreal onde ficam presos no meio de uma tempestade tenebrosa na Flórida, região comum da espécie, mas o jeito que os bichos são postos em cena auxiliam na concepção de uma sensação de perigo real durante a trama e os sustos serão diversos.
Bem, todos esses filmes são divertidos, a sua maneira, mas nenhum deles chega a ser tenso e aterrorizante demais (não como um Alien da vida). Ainda assim, o filme cria um grande clímax e revela jacarés que parecem reais e que não fogem ao que já conhecemos. Portanto, os personagens, Haley, papel de Kaya Scodelario, e seu pai Dave, vivido por Barry Peper, passam por um momento surreal onde ficam presos no meio de uma tempestade tenebrosa na Flórida, região comum da espécie, mas o jeito que os bichos são postos em cena auxiliam na concepção de uma sensação de perigo real durante a trama e os sustos serão diversos.
Por
fim, se a pegada ‘família em perigo, cercada de predadores alfas em uma casa
inundada tentando sobreviver não só à eles, mas também a uma tempestade este
aqui certamente é para você. Aliás, há um meticuloso trabalho para que os
elementos técnicos façam a trama funcionar. Trilha, direção, o próprio efeito especial
nos animais. Tudo ali aparece coordenado para criar uma experiência agoniante e
divertida. Ademais, apresenta neste segundo semestre do ano um dos melhores
filmes do gênero já vistos.
26 DE SETEMBRO NOS CINEMAS
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