Código Alarum, de Michael Polish

Ação e espionagem, combinação perfeita para o roteiro eletrizante de Alexander Vesha (Impacto Mortal, 2010), que promete entretenimento, sem grandes compromissos. Dirigido por Michael Polish (Tensão em Montanda, 2022), o longa-metragem tem no elenco: Scott Eastwood (Joe Travers), Willa Fitzgerald (Agente Lara), Sylvester Stallone (Agente Chester), Mike Colter (Orin), D.W Moffett (Diretor Burbridge), Joe Cohen (Roland Rousseau) e marca a estreia internacional da atriz brasileira Isis Valverde. Apesar de sua participação rápida na película, Isis Valverde entrega uma atuação convincente e consistente.

Joe e Lara são dois agentes secretos e exímios assassinos profissionais que se conhecem em uma situação inusitada e decidem se casar e viver em off por um tempo, ignorando seus compromissos com a organização. Isolados, em plena lua de mel em um imponente resort nas montanhas nevadas, conhecem Bridgette, uma francesa com ascendência brasileira e seu marido americano, Roland. Para Lara, isso era apenas um disfarce para mais um trabalho e Roland era o alvo da vez. Subitamente, um acontecimento surreal os coloca no meio de uma trama internacional envolvendo um pen drive que pode colocar em risco a rede de inteligência global. E a organização Alarum, que angaria agentes desgarrados e promete destruir a tirania do globo terrestre que está atrás do objeto, acaba enviando o sanguinário Orin e seus comparsas dizimar qualquer um que os atrapalhe. 
 
Entra em cena também o implacável diretor Burbridge que chama às pressas o agente largadão Chester para capturar Joe, anteriormente conhecido como Archibald. Confuso? Um pouco. De resto, temos o já conhecido e esperado de sempre. Perseguição com muita adrenalina, bombas, bazucas, tiros. Muuuuuuitos tiros meio a uma munição não acaba nunca. Os “bandidos” são abatidos aos montes, enquanto os “mocinhos” saem ilesos sem nem um mísero arranhão. Mas, é disto que vive o legado deste tipo de produção e certamente as piadas infames de Stallone salvam  o que conseguem.
 
                          Crédito de Imagens: © Lionsgate - Divulgação - Imagem Filmes
Scott Eastwood e Sylvester Stallone trabalham juntos pela primeira vez
 
A estreia do longa de ação policial se deu de forma limitada nos Estados Unidos ainda em janeiro deste ano. Na América Latina, ele marca presença nos cinemas por todo o mês de abril, mas só chega a Argentina em maio. 
 
Filmado na cidade de Oxford, em Ohio, nos Estados Unidos, o filme recebeu verba de quase seis milhões de dólares do projeto de taxação de crédito ''Ohio Motion Picture'' que é administrado pelo ''Ohio Film Office'' e dá suporte para produção de filmes, séries, concertos e etc.   

Scott Eastwood deve aparecer em mais seis produções brevemente. O ator tem integrado filmes de ação e aos poucos vem construindo uma carreira digna sem precisar bater carteirada pelo sobrenome que tem. Em seu currículo, o astro figura em clipes de música (Wildest Dreams, Taylor Swift) e recentemente esteve em Velozes & Furiosos 10 (Louis Leterrier, 20233). Já Stallone tem mais de noventa produções listadas em sua filmografia e aos 78 anos de idade continua escrevendo, dirigindo e atuando ativamente.
 
Trailer

 
Ficha Técnica
 
  • Título Original e ano: Alarum, 2025. Direção: Michael Polish. Roteiro: Alexander Vesha. Elenco: Scott Eastwood, Sylvester Stallone, Willa Fitzgerald, Mike Colter, D.W. Moffett, Isis Valverde, Anton Narinskiy, Bailey Edwards, La Monde Byrd, Abigail Spear,Patrick Millin, Ken Strunk, Steven Terry Walker, Joel Cohen, Bret Aaron Knower, Beau Bommarito, Leslee Emmett, John W. Harden, Mark Polish, John E. Brownlee. Gênero: Ação, policial, suspense. Nacionalidade: EUA. Trilha Sonora Original: Yagmur Kaplan. Fotografia:Jayson Crothers. Edição: Paul Buhl. Design de Produção: Travis Zariwny. Figurino: Zachary Sheets. Empresas Produtoras: BondIt Media Capital, Convergence Entertainment Group, Grindstone Entertainment Group. Distribuição: Imagem Filmes. Duração: 01h35min.
A fotografia e a trilha sonora da produção compensam o ingresso. Aliás, as cenas de perseguição e tiroteio lembram muito cenários de um game. Bem realizado! Não é uma obra prima, mas diverte.

Assistam sem grandes expectativas. Afinal, Stallone precisa pagar seus boletos e seu público fiel contribui com a presença!
 
Avaliação: Um pen drive com vírus (1/5).

HOJE NOS CINEMAS

Escrito por Helen Ribeiro

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